Acordo foi assinado neste sábado, no Paraguai - Foto:

Parceria entre Mercosul e UE vai movimentar PIB de mais de US$ 22 tri

O Mercosul e a União Europeia assinaram neste sábado (17), em Assunção, no Paraguai, o acordo que vai integrar dois dos maiores blocos econômicos do mundo. A parceria pode formar um mercado de 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) de mais de US$ 22 trilhões.

 

O Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, já que o presidente Lula não viajou para o evento por questões de agenda. Para Vieira, após 26 anos de negociações, o acordo representa a convicção na democracia e na ordem multilateral.

 

"O acordo representa um baluarte erguido com sólida convicção no valor da democracia e da ordem multilateral, diante de um mundo batido pela imprevisibilidade, pelo protecionismo e pela coerção. Em um cenário internacional marcado por incertezas e tensões, este acordo envia uma mensagem clara e positiva ao mundo: acreditamos na cooperação, no diálogo, e em soluções construídas de forma coletiva."

 

O ministro destacou ainda as palavras do presidente Lula.

 

"O presidente Lula destacou que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia é uma prova da força do mundo democrático e uma demonstração de compromisso com a ordem multilateral. Salientou igualmente que é possível alcançar por meio do livre comércio baseado em regras, prosperidade compartilhada e benefícios concretos para os povos europeu e sul-americanos."

 

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, país que preside temporariamente o Mercosul, falou sobre o acordo e destacou a participação brasileira nas negociações.

 

"Estamos vivendo um dia verdadeiramente histórico, muito esperado por nossos povos. Uma jornada que simboliza um marco ao unir duas das regiões e mercados mais importantes do mundo, Europa e América do Sul. Lula foi um dos impulsores fundamentais deste processo. Em seu nome, saúdo todos os líderes e visionários do Mercosul que apostaram à integração no século XXI."

 

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o acordo cria a maior zona de comércio do planeta. Segundo ela, a iniciativa também envia um recado ao mundo de que houve a escolha do comércio, em vez de tarifas; e de uma parceria longa e produtiva no lugar do isolamento.

 

No mesmo sentido foi a fala do presidente do Conselho Europeu, Antônio Costa.

 

"Com este acordo, enviamos uma mensagem clara ao mundo. Um mensagem de defesa do comércio livre,  baseado em regras, do multilateralismo e do direito internacional como base das relações entre países e regiões. Este acordo é uma aposta decidida pela abertura, intercambio e cooperação frente ao isolamento, ao unilateralismo e ao uso do comércio como arma geopolítica."

 

Líderes da Bolívia, da Argentina e do Uruguai também participaram da cerimônia. Agora, o texto precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelos congressos nacionais de cada país integrante do Mercosul. A expectativa, segundo o governo brasileiro, é que a medida comece a vigorar no segundo semestre deste ano.

 

(Fonte: Radioagência Nacional)

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