Do total, 32 em São Paulo. Amazonas registra 3 casos importados - Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Casos de sarampo no Brasil chegam a 35

Subiu para 35 o número de registros de sarampo no país neste ano. Em São Paulo, foram confirmados dois novos casos nesta sexta-feira (11) e, no Amazonas, três casos importados foram notificados esta semana.

 

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo, os dois últimos casos confirmados na cidade de São Paulo são de uma menina de 6 meses, que estava com o esquema vacinal incompleto, e de um homem de 28 anos, que já havia tomado a vacina contra o sarampo.

 

Do total de 35 casos confirmados de sarampo no Brasil em 2026, 32 foram no estado de São Paulo. Além da capital paulista, que concentra 29 registros, também foram notificados dois casos em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.

 

Importados

 

Já os três casos importados da doença no Amazonas, segundo o Ministério da Saúde, foram registrados em Tabatinga, que fica na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. Os casos têm origem em Alto Monte, no Peru, onde não há histórico de vacinação contra o sarampo.

 

A pasta deve enviar equipes de apoio à vigilância local em Tabatinga e em Carauari, no dia 21 de setembro, para notificar e investigar casos suspeitos, coletar amostras, identificar e acompanhar contatos e bloqueio vacinal.

 

Ao longo do ano, foram identificadas quatro cadeias de transmissão em São Paulo e três delas - registradas em junho, julho e agosto - seguem ativas.

 

Não há registro de circulação do vírus para além das áreas confirmadas. O Brasil é certificado como livre do vírus desde 2024, e os casos atuais se dão no contexto de surtos em outros países das Américas.

 

Dados da Opas, a Organização Pan-Americana da Saúde, apontam quase 48 mil casos de sarampo confirmados no continente americano e 44 óbitos. Guatemala, México, Estados Unidos e Peru concentram 95% do total dos registros.

 

Vacinação

 

A principal forma de prevenção contra o sarampo é a vacinação. A vacina tríplice viral é oferecida gratuitamente nas unidades básicas de saúde para pessoas entre um e 59 anos. Onde há circulação do vírus, também é recomendada a chamada dose zero para crianças de 6 a 11 meses, faixa etária mais suscetível a desenvolver formas graves da doença.

 

(Fonte: Radioagência)

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