Socorristas ucranianos trabalham entre os escombros após ataque russo em área residencial de Kyiv, em 22 de fevereiro de 2026; pelo menos uma pessoa m

Apelo do Papa pela paz na Ucrânia: "Calem as armas! Cessem os bombardeios!"

Após a oração do Angelus deste domingo, 22/02, o Papa Leão XIV renovou com firmeza seu apelo pedindo o fim da guerra na Ucrânia, ao lembrar que já se passaram quatro anos desde o início deste dramático conflito "que está diante dos olhos de todos". O Pontífice destacou que a paz não pode ser adiada e deve encontrar espaço nos corações, transformando-se em decisões responsáveis:

 

"Toda guerra é realmente uma ferida infligida à inteira família humana: deixa para trás morte, devastação e um rastro de dor que marca gerações. (...) Convido todos a unirem-se em oração pelo martirizado povo ucraniano e por aqueles que sofrem em razão desta guerra e dos outros conflitos no mundo, para que o tão esperado dom da paz possa brilhar nos nossos dias."

 

Um cenário de sofrimento e destruição

 

A guerra teve início em 24 de fevereiro de 2022, quando a Rússia lançou uma invasão em larga escala contra a Ucrânia. Desde então, o conflito provocou dezenas de milhares de mortos e feridos, destruiu cidades inteiras e forçou milhões de pessoas a se deslocarem dentro e fora do país. Organismos internacionais classificam esta como a maior crise humanitária da Europa desde a Segunda Guerra Mundial, com impactos profundos na segurança, na economia e na vida diária da população civil, sem que até o momento tenha sido alcançado um acordo definitivo para o fim das hostilidades.

 

Desde o início do conflito na Ucrânia, o Papa Francisco reiterou inúmeros pedidos pelo fim da guerra e pela libertação de prisioneiros, com atenção especial às crianças e às vítimas civis, enquanto o rigor do inverno agravava os danos provocados pelos bombardeios. Ao longo desses anos, a Santa Sé manteve apoio humanitário à população ucraniana, dialogou com líderes como Putin e Zelensky, recebeu associações, famílias e refugiados, e reafirmou sua disposição em sediar negociações de paz, sublinhando a importância do engajamento da Europa e da Itália. O Papa Leão XIV deu continuidade a esse compromisso pela paz, enviando também ajudas concretas ao país.

 

Saudações aos peregrinos

 

Ao final, como de costume, o Papa dirigiu suas saudações aos fiéis de Roma e aos peregrinos provenientes de diversos países. O Santo Padre também encorajou as associações empenhadas no cuidado das pessoas afetadas por doenças raras e, por fim, desejou a todos um frutuoso caminho quaresmal.

 

(Fonte: Vatican News)

Outras Notícias

Papa: preocupado com a violência no Sahel, incentiva esforços pela paz

O Papa Leão XIV, após a oração do Regina Coeli neste domingo (10/05), demonstrou a sua preocupação pelas notícias que...

Leão XIV no Regina Caeli: a fraternidade e a paz são o nosso destino

O Evangelho proclamado neste domingo introduz-nos no diálogo do Mestre com os seus, durante a Última Ceia. Em particu...

Papa: Chernobyl é alerta para uso de tecnologias cada vez mais poderosas

Recorrem-se neste domingo, 26 de abril, os 40 anos da tragédia nuclar que abalou a Ucrânia e a Europa. Dados oficiais...

Papa celebra missa em Luanda: superar divisões para construir a esperança do futuro

O domingo do Papa Leão em Angola é dedicado inteiramente à comunidade católica. Em Luanda, na capital, o Pontífice pr...